Modelo de Referência OSI

Hoje vamos falar sobre o modelo de referência OSI (Open System Interconnection) porém, em vez de detalhar demais toda a história, será apresentado de forma prática e nada prolixa..

Lei de Kirchhoff

Lei de Kirchhoff Gustav Kirchhoff foi, pelo menos em minha humilde opinião, um dos físicos mais fantásticos, este teve uma contribuição interessante no ramo dos campos elétricos.

Quem sou eu

Meu nome é Cléber Brito, minha carreira como profissional começou à 14 anos atrás quando terminei o curso de eletrotécnica, naquela ocasião trabalhei como técnico em telefonia instalando e configurando.

Video Aula

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9 de outubro de 2009

Fonte de Alimentação

4 de outubro de 2009

Diodo

Obs.: Material extraído do site http://pt.wikipedia.org/wiki/Diodo_semicondutor, por se tratar de um conteúdo que atende perfeitamente às nossas necessidades. Estarei utilizando como simulador para as práticas de laboratórios de eletrônica o programa workbench, vocês verão muitas coisas legais de eletrõnica, minha segunda paixão.


Diodo semicondutor é um dispositivo ou componente eletrônico composto de cristal semicondutor de silício ou germânio numa película cristalina cujas faces opostas são dopadas por diferentes gases durante sua formação.
É o tipo mais simples de componente eletrônico semicondutor, usado como retificador de corrente elétrica. Possui uma queda de tensão de 0,3V e 0,7V dependendo do material que é utilizado.




Aparência real do diodo, no mesmo alinhamento que o seu símbolo. O terminal mais próximo da barra fina é o catodo.

Comportamento em circuitos

O diodo é um componente elétrico que permite que a corrente atravesse-o num sentido com muito mais facilidade do que no outro. O tipo mais comum de diodo é o diodo semicondutor, no entanto, existem outras tecnologias de diodo. Diodos semicondutores são simbolizados em diagramas esquemáticos como na figura abaixo. O termo "diodo" é habitualmente reservado a dispositivos para sinais baixos, com correntes iguais ou menores a 1 A.



Quando colocado em um simples circuito bateria-lâmpada, o diodo vai permitir ou impedir corrente através da lâmpada, dependendo da polaridade da tensão aplicada, como nas duas figuras abaixo.




Na imagem da esquerda o diodo está diretamente polarizado, há corrente e a lâmpada fica acesa. Na imagem da direita o diodo está inversamente polarizado, não há corrente, logo a lâmpada fica apagada.

O diodo funciona como uma chave de acionamento automático (fechada quando o diodo está diretamente polarizado, e aberta quando o diodo está inversamente polarizado), a diferença mais substancial é que quando diretamente polarizado há uma queda de tensão no diodo muito maior do que a que geralmente há em chaves mecânicas, no caso do diodo de silício, 0,7 V, assim, uma fonte de tensão de 10 V polarizando diretamente um diodo em série com um resistor, fará com que haja uma queda de tensão de 9,3 V no resistor, pois 0,7 V ficam no diodo.

A dopagem do diodo semicondutor e os cristais P e N

A dopagem no diodo é feita pela introdução de elementos dentro de cristais tetravalentes, normalmente feitos de silício e germânio. Dopando esses cristais com elementos trivalentes, obterá átomos com sete elétrons na camada de valência, que necessitam de mais um elétron para a neutralização (cristal P). Para a formação do cristal P, utiliza-se principalmente o elemento Indio. Dopando os cristais tetravalentes com elementos pentavalentes, obter-se-á átomos neutralizados(com oito elétrons na camada de valência) e um elétron excedente (cristal N).

Para a formação do cristal N, utiliza-se principalmente o elemento Fósforo. Quanto maior a intensidade da dopagem, maior será a condutibilidade dos cristais, pois suas estruturas apresentarão um número maior de portadores livres (lacunas e elétrons livres) e poucas impurezas que impedem a condução da corrente elétrica. Outro fator que influencia na condução desses materiais é a temperatura. Quanto maior for sua temperatura, maior será a condutibilidade pelo fato de que a energia térmica ter a capacidade de quebrar algumas ligações covalentes da estrutura, acarretando no aparecimento de mais portadores livres para a condução de corrente elétrica.

Após dopadas, cada face dos dois tipos de cristais (P e N)terá uma determinada característica diferente da oposta, gerando regiões de condução do cristal, uma com excesso de elétrons, outra com falta destes (lacunas), e entre ambas, haverá uma região de equilíbrio por recombinação de cargas positivas e negativas, chamada de região de depleção (à qual possui uma barreira de potencial).

Junção P-N, ou barreira de potencial

Da mesma forma que os elétrons livres do cristal N se movimentam, as cargas positivas ou lacunas(buracos) conduzem corrente elétrica pelo fato de que uma lacuna é ocupada por um elétron proveniente de uma corrente elétrica que passa sobre o cristal e que força a criação de outra lacuna atrás de si. Entre as duas regiões, uma de maioria negativa, outra de maioria positiva, existe uma terceira, esta de maioria neutra, isto é, nem de carga negativa, nem de carga positiva, é a junção entre ambas, chamada de região neutra da junção P-N. Na região neutra não há excesso de elétrons nem lacunas porque alguns elétrons do material tipo N se difundem pela junção e entram em combinação com algumas lacunas(buracos) do material tipo P, reciprocamente, algumas lacunas(buracos) se difundem pela junção e entram em combinação com alguns elétrons do material do tipo N. Com a passagem de lacunas para a camada N, gera-se um pequeno potencial elétrico positivo e com a passagem de elétrons livres para a camada P, gera-se um pequeno potencial elétrico negativo, gerando uma pequena tensão interna, por isso do nome barreira de potencial, que pode chegar aproximadamente a 0,3 volts nos diodos de germânio e 0,7 volts nos diodos de silício. Essa barreira de potencial causa uma queda de tensão, interferindo na tensão sobre os outros componentes pertencentes ao mesmo circuito do diodo. Quando a tensão a que é submetido o diodo ,alimentado por uma fonte geradora, é menor que sua barreira de potencial(<0,3V ou <0,7V), a corrente elétrica é baixíssima pela oposição ao fluxo de portadores livres feita pela barreira de potencial, porém se a tensão a que for submetido o diodo for mais alta do que sua barreira de potencial, a corrente elétrica torna-se alta e a oposição dos portadores livres feita pela barreira de potencial é pequena em relação a tensão de alimentação, sendo quase desprezível.

Polarização do diodo



Gráfico mostra a curva característica do comportamento do diodo em sua polarização direta e inversa
A polarização do diodo é dependente da polarização da fonte geradora. A polarização é direta quando o pólo positivo da fonte geradora entra em contato com o lado do cristal P(chamado de anodo) e o pólo negativo da fonte geradora entra em contato com o lado do cristal N(chamado de catodo). Assim, se a tensão da fonte geradora for maior que a tensão interna do diodo, os portadores livres se repelirão por causa da polaridade da fonte geradora e conseguirão ultrapassar a junção P-N, movimentando-os e permitindo a passagem de corrente elétrica. A polarização é indireta quando o inverso ocorre. Assim, ocorrerá uma atração das lacunas do anodo(cristal P) pela polarização negativa da fonte geradora e uma atração dos elétrons livres do catodo(cristal N) pela polarização positiva da fonte geradora, sem existir um fluxo de portadores livres na junção P-N, ocasionando no bloqueio da corrente elétrica. Pelo fato de que os diodos fabricados não são ideais(contém impurezas), a condução de corrente elétrica no diodo(polarização direta) sofre uma resistência menor que 1 ohm, que é quase desprezável. O bloqueio de corrente elétrica no diodo(polarização inversa) não é total devido novamente pela presença de impurezas, tendo uma pequena corrente que é conduzida na ordem de microampéres, chamada de corrente de fuga, que também é quase desprezível

Testes com o diodo

Os díodos, assim como qualquer componente eletrônico, operam em determinadas correntes elétricas que são especificadas em seu invólucro ou são dadas pelo fabricante em folhetos técnicos.Além da corrente, a tensão inversa(quando o díodo está polarizado inversamente) também é um factor que deve ser analisado para a montagem de um circuito e que tem suas especificidades fornecidas pelo fabricante. Se ele for alimentado com uma corrente ou tensão inversa superior a que ele suporta, o diodo pode danificar, ficando em curto ou em aberto. Utilizando de um ohmimetro ou um multímetro com teste de díodo, pode-se verificar se ele está com defeito. Colocando-se as ponteiras de prova desses aparelhos nas extremidades do diodo(catodo e ânodo), verifica-se que existe condução quando se coloca a ponteira positiva no ânodo e a negativa no catodo, além de indicar isolação quando ocorre o inverso. Assim o díodo está em perfeitas condições de operação e com isso é possível a localização do catodo e do ânodo, porém se os aparelhos de medição indicarem condução dos dois caminhos do díodo, ele está defeituoso e em curto. Se os aparelhos de medição indicarem isolação nos dois caminhos, ele também está defeituoso e em aberto.

Usos

O fenômeno da condutividade em um só sentido é aproveitado como um chaveamento da corrente elétrica para a retificação de sinais senoidais, portanto, este é o efeito diodo semicondutor tão usado na eletrônica, pois permite que a corrente flua entre seus terminais apenas numa direção. Esta propriedade é utilizada em grande número de circuitos eletrônicos e nos retificadores.
Os retificadores são circuitos elétricos que convertem a tensão CA (AC) em tensão CC (DC). CA vem de Corrente alternada, significa que os elétrons circulam em dois sentidos, CC (DC), Corrente contínua, isto é circula num só sentido.
A certa altura o potencial U , formado a partir da junção n e p não deixa os eletrons e lacunas movimentarem-se, este processo dá-se devida assimetria de cargas existente.

Tipos de diodos semicondutores

Os diodos são projetados para assumir diferentes características: diodos retificadores são capazes de conduzir altas correntes elétricas em baixa freqüência, diodos de sinal caracterizam-se por retificar sinais de alta freqüência, diodos de chaveamento são indicados na condução de altas correntes em circuitos chaveados.

28 de setembro de 2009

Indutor






Na passagem da corrente elétrica sobre um condutor é gerado um campo eletromagnético, este muitas vezes é um vilão pois pode interferir diretamente no sinal de outro condutor que esteja próximo dele, mesmo que seja um fio reto como num caso de um cabo FLAT do HD, sim, porque este campo pode ser induzido a outro condutor gerando assim ruído no sinal, ai é que aparece a tão famosa diafonia, para resolver este problema a técnica chamada de cancelamento é utilizada, ou seja, a passagem de corrente (I) em um fio gera linhas de força eletromagnética fato que se tiver outro fio no mesmo circuito eles terão correntes em sentidos opostos, gerando campos eletromagnéticos opostos que se cancelam e anulam.

Vejam, no entanto, que se pegarmos um fio e o colocarmos em forma de espiral teremos ai uma bobina, este componente elétrico se comporta de forma bem peculiar, pois quando o sentido da corrente muda o campo magnético gerado cria uma resistência à sua passagem, legal isso, né??? rs

Unidade de medida da bobina: Henry
Letra que simboliza : L
Agora vem as perguntas; mas para que esta informação é útil? Pois bem, nas fontes de alimentação do seu computador têm bobinas e uma peça chamada transformador, este usa os princípios falados até agora para realizar um importante trabalho: o de abaixar o valor da tensão de 127VAC (tensão da sua residência) para 5, 12, 24 Volts necessários para o seu computador, mas como se dá isso?

Transformador






O transformador é um dispositivo eletromagnético constituído por duas bobinas acopladas através de um núcleo magnético de elevada permeabilidade magnética. O princípio de funcionamento do transformador baseia-se no fenômeno da indução eletromagnética, e em particular da indução electromagnética mútua entre bobinas. A principal função de um transformador é elevar ou reduzir as amplitudes da tensão ou da corrente entre as bobinas do primário e do secundário.



Bom pessoal como a idéia aqui é dar uma informação suficiente para o entendimento de um conhecimento maior, que é o da fonte chaveada, não vamos entrar na parte de cálculos muito menos sobre reatância indutiva e circuitos RL ou LC.

23 de setembro de 2009

Capacitor

Acordei hoje pensando em postar algo diferente, e cheguei a seguinte conclusão, em paralelo com a série OSPF vou postar nos intervalos sobre fonte chaveada, pode parecer que não, mas este conhecimento é muito útil ao profissional de  TI, vejam bem, se o computador que você usa der um problema na fonte de alimentação a primeira coisa que pensamos é: vou comprar outra, porém muitas vezes a solução sairia mais barata se você mesmo consertasse.
Iremos dividir esta nova séria em 6 partes:
  1. Capacitor;
  2. Indutor (Bobina, Transformador);
  3. Semicondutores (diodo, transistor);
  4. Fonte de alimentação básica;
  5. Fonte de alimentação chaveada;
  6. Técnicas de manutenção (Macete).

Esta seqüência pode ser alterada segundo a necessidade.

Capacitor / Condensador:





A função principal do capacitor é armazenar cargas elétricas, este “componente elétrico” é formado por um par de placas condutoras paralelas, assim como vocês podem ver na figura acima.
Sim, mas o que eu tenho a ver com isso??? Vocês podem estar se perguntando. O capacitor é peça fundamental numa fonte de alimentação, e muitas vezes é esta peça que queima, portanto meu amigo Charles Brown, você vai gostar muito de conhecer este garotinho.




Se você fechar o contato as placas do capacitor irão ficar energizadas, uma com cargas elétricas positivas e a outras com cargas elétricas negativas conforme a sua polarização, reparem que no meio das placas há apenas o ar como “isolante”, agora se pegarmos este mesmo capacitor carregado, desligarmos ele da bateria e ligarmos ele num LED veja o que irá acontecer:



O LED irá acender, pode crer. Esta pequena experiência foi usada apenas para demonstrar como o capacitor comporta-se.
Vale ressaltar que a curva de descarga do capacitor é linear / decrescente, ou seja, no momento quem que o capacitor é ligado à carga ele está energizado, porém à medida que o tempo passa esta energia é “transferida” para a carga, conforme mostrado na figura abaixo:




Este gráfico explica porque o LEd da PCU demora a apagar mesmo depois que você desliga o seu computador, (os circuitos capacitivos descarregando!!!)

A unidade de medida para capacidade que o condensador tem de armazenar cargas elétricas é o Farad, e quanto maior for a quantidade de Farad, maior será a sua capacidade de armazenar cargas elétricas, isto nos faz chegar a seguinte conclusão, se eu colocar capacitores em paralelo irei aumentar a capacidade de armazenar energia, vejam isso na figura abaixo:



Embora a tensão seja a mesma na (soma total), você terá mais energia para alimentar uma carga que exija maior corrente elétrica.
Já num circuito em série o comportamento é o oposto, se você quiser dividir a tensão em vários capacitores, sendo que o condensador de menor valor será o que terá maior tensão em seus contatos.


Bom pessoal, estou na hora do almoço e por isso não posso me prolongar, mas à noite irei escrever um pouco mais sobre este carinha ai, para os curiosos vou deixar algumas formulas que podem ser úteis para um maior entendimento sobre o capacitor/condensador e seu comportamento num circuito.

C=Q/V
Onde:
C = Capacitância dado em Farad;
Q = Carga elétrica dado em Coloumb;
V= Tensão elétrica.

Com esta formulazinha podemos chegar a seguinte conclusão:
Se um capacitor estiver carregado e ele receber mais carga (Q) sua tensão (V) será aumentada proporcionalmente, porém se você continuar a aumentar a carga o ddp irá aumentar tanto que romperá o isolante e irá sair uma faísca entre as placas, e ai meu amigo, ferrou, vc perdeu o capacitor.

Para você achar o valor da capacitância de um conjunto de capacitores interligados use as seguintes formulas:




Em paralelo: CT = C1+C2+C3...                  
Em série: 1/CT = C1XC2/C1+C2                 

9 de setembro de 2009

Efeito Joule

Pô galera, já estava quase dormindo e me deu uma vontade de escrever um pouco mais, este negócio de ser blogueiro vicia mesmo ...risos... Acho que vou falar um pouco sobre o efeito joule, mas o que vem a ser esse tal de Joule? e o que eu tenho a ver com isso?
Bom, se um dia você precisar elaborar ou coordenar uma instalação elétrica para o seu CPD, você terá que se preocupar sim, em termos simples a lei de joule explica a relação que há entre o fluxo de elétrons (corrente elétrica) sobre um condutor e o calor gerado.
Já percebeu que quando um condutor está energizado e alimento alguma carga o fio tende a esquentar? Por exemplo, já se perguntou como o seu chuveiro elétrico esquenta a água? Pois é Joule, não Freud, que explica, acontece que quando uma corrente elétrica atravessa um material condutor, há produção de calor. Essa produção de calor é devido ao trabalho realizado para transportar as cargas através do material em determinado tempo.

Ela pode ser expressa por:

Q = I^2.R.T
onde

Q = Q é o calor gerado por uma corrente constante percorrendo uma determinada resistência elétrica por determinado tempo.
I = é a corrente elétrica que percorre o condutor com determinada resistência R.
R  = é a resistência elétrica do condutor.
t = é a duração ou espaço de tempo em que a corrente elétrica percorreu ao condutor.

Perceba que se diminuirmos a resistência (R) do condutor por aumentarmos a sua bitola o fio irá aquecer menos, isto nos possibilita observar que, se a fiação elétrica está esquentando uma maneira de resolver isso é aumentando a bitola do fio.

Unidade joule
A lei de Joule está relacionada com a definição de joule onde:
Um joule é o trabalho realizado para transportar um coulomb (unidade de medida da carga elétrica) de um ponto para outro, estando os dois pontos a uma diferença de potencial de um volt.
O trabalho é dado por:
W = Q.U
onde:
W é o trabalho elétrico (em joule).
Q é a carga (em coulomb).
U é a diferença de potencial (em volt).

Este aquecimento se dá porque os elétrons colidem-se uns com os outros.
Podemos dizer, portanto, que quando o elétron colide com os átomos, fazem com que os núcleos vibrem com maior intensidade. O grau de agitação molecular é chamado de temperatura, ou seja, quando os elétrons colidem, aumentam a energia cinética dos átomos, sua temperatura.
Nos resistores elétricos pode-se calcular a potência dissipada utilizando a lei de Joule.

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Joule

18 de agosto de 2009

Corrente Elétrica

“A corrente é 110, rapaz!”, certamente você já deve ter ouvido alguém falar isso a respeito da tomada de sua casa ou da alimentação para o seu computador, porém, adianto-lhe que ouvir isto de alguém, principalmente quando este alguém diz ser um profissional eletricista, é “eletrificante”, portanto meus caros leitores, cuidado com o que você diz...

O que é corrente elétrica?

Em termos simples, corrente elétrica é o fluxo ordenado de elétrons num condutor.
Duas condições devem existir para que se possa estabelecer uma corrente elétrica entre dois pontos:
1. Deve haver um percurso entre dois pontos, ao longo do qual as cargas possam se movimentar.
2. Deve existir uma DDP ou tensão elétrica (diferença de potencial) entre os dois pontos.
Abaixo está um exemplo da atuação da corrente elétrica num circuito elétrico:

As setinhas verdes indicam o sentindo convencional dos elétrons, o símbolo com duas setas para fora na diagonal representam um LED (Diodo Emissor de Luz), muito comum em computadores.
Existem dois tipos de corrente elétrica: Corrente Continua e Corrente Alternada.
Corrente Continua – Toda corrente elétrica de sentido e intensidade constantes no decorrer do tempo e é representada pelo símbolo DC (Direct Current)
Corrente Alternada - É uma corrente elétrica cujo sentido varia no tempo, ao contrário da corrente contínua cujo sentido permanece constante ao longo do tempo. A forma de onda usual em um circuito de potência é senoidal por ser a forma de transmissão de energia mais eficiente. Entretanto, em certas aplicações, diferentes formas de ondas são utilizadas, tais como triangular ou ondas quadradas no caso da comunicação binária. Enquanto a fonte de corrente contínua é constituída pelos pólos positivo e negativo, a de corrente alternada é composta por fases (e, muitas vezes, pelo fio neutro) e é representada pelo símbolo CA (Alternating Current).

Equipamento utilizado para medir correte: Amperimetro.
Unidade de medida : Amper.
Sigla usada: I, A.

Quando as pessoas dizem que a tomada é 110 na verdade eles querem dizer que a tensão eletrica é 110 V, quanto a corrente a única maneira de saber qual é será atráves da medição com um amperimetro num “circuito fechado” ai entra um novo conceito: Resistencia eletrica.

O que são resistores?

São elementos de circuito que consomem energia elétrica, convertendo-a integralmente em energia térmica.
Vocês devem se lembrar no 3º ano do ensino médio sobre o efeito Joule (uando um condutor é aquecido ao ser percorrido por uma corrente elétrica, ocorre uma transformação de Energia Elétrica em Energia Térmica. Este fenômeno é conhecido como Efeito Joule), ele é indesejável muitas vezes mas em outras muito útil exemplo, nos aquecedores e nas lâmpadas elétricas incandescentes. Para tais situações é que dispomos dos resistores.
Segue abaixo representação do resistor.
Equipamento para medição da resistência: Ohmimetro.
Unidade de medida: Ohm
Sigla representativa: R ou

Lei de Ohm


A primeira lei de Ohm
Considere um fio feito de material condutor. As extremidades desse fio, são ligadas aos pólos de uma pilha, como mostra a figura abaixo. Desse modo, a pilha estabelece uma diferença de potencial no fio condutor e, conseqüentemente, uma corrente elétrica. Para se determinar o valor da corrente elétrica, coloca-se em série no circuito um amperímetro e, em paralelo, um voltímetro que permititrá a leitura da tensão. A montagem do circuito está ilustrada na figura abaixo:
Com o circuito montado e funcionando, fazemos as medições de tensão e corrente através dos aparelhos instalados. Agora imagine que a diferença de potencial da pilha seja dobrada (podemos fazer isso ligando uma segunda pilha em série com a primeira). Como resultado dessa alteração, o voltímetro marcará o dobro da tensão anterior, e o amperímetro marcará o dobro de corrente elétrica. Se triplicarmos a diferença de potencial, triplicaremos a corrente elétrica. Isso quer dizer que a razão entre a diferença de potencial e a corrente elétrica tem um valor constante. Essa constante é simbolizada pela letra R.
Se colocarmos a corrente elétrica (i) em evidência, podemos observar que, quanto maior o valor de R, menor será a corrente elétrica. Essa constante mostra a resistência que o material oferece à passagem de corrente elétrica.
A primeira lei de Ohm estabelece que a razão entre a diferença de potencial e a corrente elétrica em um condutor é igual a resistência elétrica desse condutor. Vale salientar que a explicação foi desenvolvida tendo como base um condutor de resistência constante. É por isso que condutores desse tipo são chmados de condutores ôhmicos.
A unidade de resistência elétrica no Sistema Internacional está exposta no quadro a seguir.
A segunda lei de Ohm

A primeira lei de Ohm nos apresentou uma nova grandeza física, a resistência elétrica. A segunda lei de Ohm nos dirá de que fatores influenciam a resistência elétrica. De acordo com a segunda lei, a resistência depende da geometria do condutor (espessura e comprimento) e do material de que ele é feito. A resistência é diretamente proporcional ao comprimento do condutor e inversamente proporcional a área de secção (a espessura do condutor). Observe a figura abaixoA figura apresenta a segunda lei de Ohm, onde L representa o comprimento do condutor e A é a área de sua secção reta. Essa equação mostra que se aumentarmos o comprimento do fio, aumentaremos a resistência elétrica, e que o aumento da área resultará na diminuição da resistência elétrica.
O é a resistividade do condutor, que depende do material de que ele é feito e da sua temperatura.

11 de agosto de 2009

Introdução eletricidade

Introdução


Tensão Elétrica

Quem não se recorda do professor de física III do ensino médio? Eu pelo menos lembro e me pelo só de pensar naqueles cálculos dificílimos, ...risos..., mas a idéia aqui não é prepará-los para o vestibular e sim dá uma noção de eletricidade, informação que asseguro-lhe será de grande valia quando perceber que por muitas vezes a fonte de seu micro está queimando com freqüência e você não faz idéia do porquê.

Tensão elétrica por definição é a diferença de potencial entre dois pólos, em termos mais simples, é a força que impulsiona os elétrons a se moverem. Para facilitar o entendimento da tensão elétrica pode-se fazer um paralelo desta com a pressão hidráulica. Quanto maior a diferença de pressão hidráulica entre dois pontos, maior será o fluxo caso haja comunicação entre estes dois pontos, assim também se dá com a tensão, se houver um condutor, por exemplo, um roteador, ligado a uma tomada elétrica energizada, haverá também uma tensão impulsionando os elétrons a passarem pelo roteador, porém se esta tensão for acima do permitido pela fonte de alimentação do equipamento, no caso entre 100 – 240 volts acontecerá uma sobrecarga e o equipamento irá queimar. Segue abaixo uma representação informativa:





Equipamento para medir a tensão – Voltímetro
Unidade de medida – Volt
Sigla representativa – E, V ou U

9 de agosto de 2009

Eletricidade básica



Uma rede elétrica mal feita pode causar muita dor de cabeça a você, sem falar dos choques que levará quando tocar nos equipamentos de rede enquanto estiverem ligados, esta postagem será o ponta-pé inicial para um tema que deveria fazer parte de todos os cursos de tecnologia voltado para infra-estrutura de redes que é, eletricidade básica, iremos dividir nos seguintes tópicos:

O que é tensão elétrica.
O que é corrente elétrica.
O que é resistência elétrica.
O que e aterramento elétrico.
Entendendo lei de Ohm.
Polarizando corretamente uma tomada elétrica.

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