Modelo de Referência OSI

Hoje vamos falar sobre o modelo de referência OSI (Open System Interconnection) porém, em vez de detalhar demais toda a história, será apresentado de forma prática e nada prolixa..

Lei de Kirchhoff

Lei de Kirchhoff Gustav Kirchhoff foi, pelo menos em minha humilde opinião, um dos físicos mais fantásticos, este teve uma contribuição interessante no ramo dos campos elétricos.

Quem sou eu

Meu nome é Cléber Brito, minha carreira como profissional começou à 14 anos atrás quando terminei o curso de eletrotécnica, naquela ocasião trabalhei como técnico em telefonia instalando e configurando.

Video Aula

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5 de outubro de 2009

OSPF - Múltiplas Áreas II

Dando continuidade a OSPF múltiplas áreas, iremos tratar incialmente de um assunto providencial, enlaces virtuais, esta solução ajuda a resolver um problema que pode existir em qualquer grande corporação: a interconexão de duas áreas OSPF sem que uma delas esteja conectada à área de backbone. Leia atentamente o seguinte diálogo e entenda em que situação isso pode acontecer:


- A nossa empresa está abrindo mais uma filial em uma Cidade próxima daqui, acontece que o pessoal de infra-estrutura nos disse que seria mas fácil e rentável interligar essa nova rede ao roteador da área 1 do OSPF e não a de backbone, e ai tem como configurar essa nova rede a já existente?

- Sim, claro que é possível.
- Mas tem um problema.
- Qual problema chefe?
- Essa nova rede, por questão de organização, não poderá fazer parte da área 1, portanto terá que ser criada a área 3, e ai “você é tem condições de fazer”?
- Precisarei de um tempo para estudar, mas de antemão digo que é possível sim.
- Pois bem você tem 2 dias para me mandar o projeto pronto e testado para que eu possa enviar para a diretoria. Agora arregace as mangas e mãos a obra!!!


Figura da Infra-estrutura:




Vamos ajudar o nosso amigo analista a descascar este abacaxi.
Endereçar todas as interfaces
Habilitar o OSPF
Anunciar as redes com suas devidas áreas
Criar o link virtual.

Simples né?

Ao configurarmos o link virtual na verdade estamos criando uma área de trânsito entre os roteadores R1 e R0, ou seja o roteador R5 terá uma conexão lógica com a área 0 através deste caminho chamado “link virtual”.

Abaixo segue script de uma rede simples contendo este cenário acima demonstrado pela figura:

R0#sh run
Building configuration...
!
hostname R0
!
ip subnet-zero
!
interface Serial1/0
ip address 192.168.0.1 255.255.255.0
serial restart-delay 0
!
interface Serial1/1
ip address 10.0.0.1 255.0.0.0
serial restart-delay 0
!
router ospf 100
log-adjacency-changes
area 1 virtual-link 192.168.0.2
network 10.0.0.0 0.255.255.255 area 0
network 192.168.0.0 0.0.0.255 area 1
!
ip classless
!
End

R1#sh run
Building configuration...
!
hostname R1
!
ip subnet-zero
!
!
interface Serial1/0
ip address 192.168.0.2 255.255.255.0
serial restart-delay 0
!
interface Serial1/1
ip address 172.16.0.2 255.255.0.0
serial restart-delay 0
!
router ospf 100
log-adjacency-changes
area 1 virtual-link 192.168.0.1
network 172.16.0.0 0.0.255.255 area 3
network 192.168.0.0 0.0.0.255 area 1
!
ip classless
!
!
end

R4#sh run
Building configuration...
!
hostname R4
!
ip subnet-zero
!
!
interface Serial1/0
ip address 10.0.0.2 255.0.0.0
serial restart-delay 0
!
!
!
router ospf 102
log-adjacency-changes
network 10.0.0.0 0.255.255.255 area 0
!
!
end



R5#sh run
Building configuration...
!
hostname R5
!
ip subnet-zero
!
!
!
interface Serial1/0
ip address 172.16.0.1 255.255.0.0
serial restart-delay 0
!
!
router ospf 200
log-adjacency-changes
network 172.16.0.0 0.0.255.255 area 3
!
ip classless
!
!
End




Tabela de Roteamento

R1#sh ip route
Codes: C - connected, S - static, R - RIP, M - mobile, B - BGP
D - EIGRP, EX - EIGRP external, O - OSPF, IA - OSPF inter area
N1 - OSPF NSSA external type 1, N2 - OSPF NSSA external type 2
E1 - OSPF external type 1, E2 - OSPF external type 2
i - IS-IS, su - IS-IS summary, L1 - IS-IS level-1, L2 - IS-IS level-2
ia - IS-IS inter area, * - candidate default, U - per-user static route
o - ODR, P - periodic downloaded static route

Gateway of last resort is not set

C 172.16.0.0/16 is directly connected, Serial1/1
O 10.0.0.0/8 [110/128] via 192.168.0.1, 00:16:34, Serial1/0
C 192.168.0.0/24 is directly connected, Serial1/0


R5# sh ip route
Codes: C - connected, S - static, R - RIP, M - mobile, B - BGP
D - EIGRP, EX - EIGRP external, O - OSPF, IA - OSPF inter area
N1 - OSPF NSSA external type 1, N2 - OSPF NSSA external type 2
E1 - OSPF external type 1, E2 - OSPF external type 2
i - IS-IS, su - IS-IS summary, L1 - IS-IS level-1, L2 - IS-IS level-2
ia - IS-IS inter area, * - candidate default, U - per-user static route
o - ODR, P - periodic downloaded static route

Gateway of last resort is not set

C 172.16.0.0/16 is directly connected, Serial1/0
O IA 10.0.0.0/8 [110/192] via 172.16.0.2, 00:17:06, Serial1/0
O IA 192.168.0.0/24 [110/128] via 172.16.0.2, 00:17:11, Serial1/0


R4#sh ip route
Codes: C - connected, S - static, R - RIP, M - mobile, B - BGP
D - EIGRP, EX - EIGRP external, O - OSPF, IA - OSPF inter area
N1 - OSPF NSSA external type 1, N2 - OSPF NSSA external type 2
E1 - OSPF external type 1, E2 - OSPF external type 2
i - IS-IS, su - IS-IS summary, L1 - IS-IS level-1, L2 - IS-IS level-2
ia - IS-IS inter area, * - candidate default, U - per-user static route
o - ODR, P - periodic downloaded static route

Gateway of last resort is not set

O IA 172.16.0.0/16 [110/192] via 10.0.0.1, 00:17:18, Serial1/0
C 10.0.0.0/8 is directly connected, Serial1/0
O IA 192.168.0.0/24 [110/128] via 10.0.0.1, 00:17:18, Serial1/0

R0#sh ip route
Codes: C - connected, S - static, R - RIP, M - mobile, B - BGP
D - EIGRP, EX - EIGRP external, O - OSPF, IA - OSPF inter area
N1 - OSPF NSSA external type 1, N2 - OSPF NSSA external type 2
E1 - OSPF external type 1, E2 - OSPF external type 2
i - IS-IS, su - IS-IS summary, L1 - IS-IS level-1, L2 - IS-IS level-2
ia - IS-IS inter area, * - candidate default, U - per-user static route
o - ODR, P - periodic downloaded static route

Gateway of last resort is not set

O IA 172.16.0.0/16 [110/128] via 192.168.0.2, 00:17:58, Serial1/0
C 10.0.0.0/8 is directly connected, Serial1/1
C 192.168.0.0/24 is directly connected, Serial1/0

Entrada da tabela de roteamento ospf do roteador R0

R0#sh ip ospf border-routers

OSPF Process 100 internal Routing Table

Codes: i - Intra-area route, I - Inter-area route

i 192.168.0.2 [64] via 192.168.0.2, Serial1/0, ABR, Area 0, SPF 12
i 192.168.0.2 [64] via 192.168.0.2, Serial1/0, ABR, Area 1, SPF 12


Estado atual do link virtual do OSPF no Roteador R1

R1#sh ip ospf virtual-links
Virtual Link OSPF_VL3 to router 192.168.0.1 is up
Run as demand circuit
DoNotAge LSA allowed.
Transit area 1, via interface Serial1/0, Cost of using 64
Transmit Delay is 1 sec, State POINT_TO_POINT,
Timer intervals configured, Hello 10, Dead 40, Wait 40, Retransmit 5
Hello due in 00:00:01
Adjacency State FULL (Hello suppressed)
Index 1/3, retransmission queue length 0, number of retransmission 1
First 0x0(0)/0x0(0) Next 0x0(0)/0x0(0)
Last retransmission scan length is 1, maximum is 1
Last retransmission scan time is 0 msec, maximum is 0 msec


Dois dias depois…


- Chefe, podemos marcar a reunião, já fiz em laboratório o que você solicitou e funcionou perfeitamente, deu tudo ok.

Pois é galera, agora que nosso amigo já fez a média ele pode ficar mais tranqüilo.


Vamos falar um pouco agora sobre as áreas stub e totally stubby

Para reduzir o tamanho da tabela de roteamento dos roteadores, pode ser necessário a criação de uma área stub, ou seja, quando roteadores externos precisarem falar com as redes internas, os ABR / ASBR que recebem a solicitação, enviam às redes internas a informação como uma rota default, desta forma, quando os roteadores internos forem responder ele usarão também uma rota default para responder, reduzindo assim o tamanho da tabela de roteamento, e no caso das áreas totally stubby, até mesmo as rotas internas serão resumidas sendo apenas necessário uma rota default para chegar a elas porém apenas um detalhe importe: as áreas totally stubby só podem ser configuradas em roteadores cisco.

Bom pessoal nas próximas postagens iremos fazer vídeo-aulas mostrando como configurar tudo o que foi mostrado até agora sobre OSPF.

Nota: Iremos iniciar novas séries de postagens tratando sobre: matemática aplicada a redes de computadores e vbscript.

4 de outubro de 2009

Diodo

Obs.: Material extraído do site http://pt.wikipedia.org/wiki/Diodo_semicondutor, por se tratar de um conteúdo que atende perfeitamente às nossas necessidades. Estarei utilizando como simulador para as práticas de laboratórios de eletrônica o programa workbench, vocês verão muitas coisas legais de eletrõnica, minha segunda paixão.


Diodo semicondutor é um dispositivo ou componente eletrônico composto de cristal semicondutor de silício ou germânio numa película cristalina cujas faces opostas são dopadas por diferentes gases durante sua formação.
É o tipo mais simples de componente eletrônico semicondutor, usado como retificador de corrente elétrica. Possui uma queda de tensão de 0,3V e 0,7V dependendo do material que é utilizado.




Aparência real do diodo, no mesmo alinhamento que o seu símbolo. O terminal mais próximo da barra fina é o catodo.

Comportamento em circuitos

O diodo é um componente elétrico que permite que a corrente atravesse-o num sentido com muito mais facilidade do que no outro. O tipo mais comum de diodo é o diodo semicondutor, no entanto, existem outras tecnologias de diodo. Diodos semicondutores são simbolizados em diagramas esquemáticos como na figura abaixo. O termo "diodo" é habitualmente reservado a dispositivos para sinais baixos, com correntes iguais ou menores a 1 A.



Quando colocado em um simples circuito bateria-lâmpada, o diodo vai permitir ou impedir corrente através da lâmpada, dependendo da polaridade da tensão aplicada, como nas duas figuras abaixo.




Na imagem da esquerda o diodo está diretamente polarizado, há corrente e a lâmpada fica acesa. Na imagem da direita o diodo está inversamente polarizado, não há corrente, logo a lâmpada fica apagada.

O diodo funciona como uma chave de acionamento automático (fechada quando o diodo está diretamente polarizado, e aberta quando o diodo está inversamente polarizado), a diferença mais substancial é que quando diretamente polarizado há uma queda de tensão no diodo muito maior do que a que geralmente há em chaves mecânicas, no caso do diodo de silício, 0,7 V, assim, uma fonte de tensão de 10 V polarizando diretamente um diodo em série com um resistor, fará com que haja uma queda de tensão de 9,3 V no resistor, pois 0,7 V ficam no diodo.

A dopagem do diodo semicondutor e os cristais P e N

A dopagem no diodo é feita pela introdução de elementos dentro de cristais tetravalentes, normalmente feitos de silício e germânio. Dopando esses cristais com elementos trivalentes, obterá átomos com sete elétrons na camada de valência, que necessitam de mais um elétron para a neutralização (cristal P). Para a formação do cristal P, utiliza-se principalmente o elemento Indio. Dopando os cristais tetravalentes com elementos pentavalentes, obter-se-á átomos neutralizados(com oito elétrons na camada de valência) e um elétron excedente (cristal N).

Para a formação do cristal N, utiliza-se principalmente o elemento Fósforo. Quanto maior a intensidade da dopagem, maior será a condutibilidade dos cristais, pois suas estruturas apresentarão um número maior de portadores livres (lacunas e elétrons livres) e poucas impurezas que impedem a condução da corrente elétrica. Outro fator que influencia na condução desses materiais é a temperatura. Quanto maior for sua temperatura, maior será a condutibilidade pelo fato de que a energia térmica ter a capacidade de quebrar algumas ligações covalentes da estrutura, acarretando no aparecimento de mais portadores livres para a condução de corrente elétrica.

Após dopadas, cada face dos dois tipos de cristais (P e N)terá uma determinada característica diferente da oposta, gerando regiões de condução do cristal, uma com excesso de elétrons, outra com falta destes (lacunas), e entre ambas, haverá uma região de equilíbrio por recombinação de cargas positivas e negativas, chamada de região de depleção (à qual possui uma barreira de potencial).

Junção P-N, ou barreira de potencial

Da mesma forma que os elétrons livres do cristal N se movimentam, as cargas positivas ou lacunas(buracos) conduzem corrente elétrica pelo fato de que uma lacuna é ocupada por um elétron proveniente de uma corrente elétrica que passa sobre o cristal e que força a criação de outra lacuna atrás de si. Entre as duas regiões, uma de maioria negativa, outra de maioria positiva, existe uma terceira, esta de maioria neutra, isto é, nem de carga negativa, nem de carga positiva, é a junção entre ambas, chamada de região neutra da junção P-N. Na região neutra não há excesso de elétrons nem lacunas porque alguns elétrons do material tipo N se difundem pela junção e entram em combinação com algumas lacunas(buracos) do material tipo P, reciprocamente, algumas lacunas(buracos) se difundem pela junção e entram em combinação com alguns elétrons do material do tipo N. Com a passagem de lacunas para a camada N, gera-se um pequeno potencial elétrico positivo e com a passagem de elétrons livres para a camada P, gera-se um pequeno potencial elétrico negativo, gerando uma pequena tensão interna, por isso do nome barreira de potencial, que pode chegar aproximadamente a 0,3 volts nos diodos de germânio e 0,7 volts nos diodos de silício. Essa barreira de potencial causa uma queda de tensão, interferindo na tensão sobre os outros componentes pertencentes ao mesmo circuito do diodo. Quando a tensão a que é submetido o diodo ,alimentado por uma fonte geradora, é menor que sua barreira de potencial(<0,3V ou <0,7V), a corrente elétrica é baixíssima pela oposição ao fluxo de portadores livres feita pela barreira de potencial, porém se a tensão a que for submetido o diodo for mais alta do que sua barreira de potencial, a corrente elétrica torna-se alta e a oposição dos portadores livres feita pela barreira de potencial é pequena em relação a tensão de alimentação, sendo quase desprezível.

Polarização do diodo



Gráfico mostra a curva característica do comportamento do diodo em sua polarização direta e inversa
A polarização do diodo é dependente da polarização da fonte geradora. A polarização é direta quando o pólo positivo da fonte geradora entra em contato com o lado do cristal P(chamado de anodo) e o pólo negativo da fonte geradora entra em contato com o lado do cristal N(chamado de catodo). Assim, se a tensão da fonte geradora for maior que a tensão interna do diodo, os portadores livres se repelirão por causa da polaridade da fonte geradora e conseguirão ultrapassar a junção P-N, movimentando-os e permitindo a passagem de corrente elétrica. A polarização é indireta quando o inverso ocorre. Assim, ocorrerá uma atração das lacunas do anodo(cristal P) pela polarização negativa da fonte geradora e uma atração dos elétrons livres do catodo(cristal N) pela polarização positiva da fonte geradora, sem existir um fluxo de portadores livres na junção P-N, ocasionando no bloqueio da corrente elétrica. Pelo fato de que os diodos fabricados não são ideais(contém impurezas), a condução de corrente elétrica no diodo(polarização direta) sofre uma resistência menor que 1 ohm, que é quase desprezável. O bloqueio de corrente elétrica no diodo(polarização inversa) não é total devido novamente pela presença de impurezas, tendo uma pequena corrente que é conduzida na ordem de microampéres, chamada de corrente de fuga, que também é quase desprezível

Testes com o diodo

Os díodos, assim como qualquer componente eletrônico, operam em determinadas correntes elétricas que são especificadas em seu invólucro ou são dadas pelo fabricante em folhetos técnicos.Além da corrente, a tensão inversa(quando o díodo está polarizado inversamente) também é um factor que deve ser analisado para a montagem de um circuito e que tem suas especificidades fornecidas pelo fabricante. Se ele for alimentado com uma corrente ou tensão inversa superior a que ele suporta, o diodo pode danificar, ficando em curto ou em aberto. Utilizando de um ohmimetro ou um multímetro com teste de díodo, pode-se verificar se ele está com defeito. Colocando-se as ponteiras de prova desses aparelhos nas extremidades do diodo(catodo e ânodo), verifica-se que existe condução quando se coloca a ponteira positiva no ânodo e a negativa no catodo, além de indicar isolação quando ocorre o inverso. Assim o díodo está em perfeitas condições de operação e com isso é possível a localização do catodo e do ânodo, porém se os aparelhos de medição indicarem condução dos dois caminhos do díodo, ele está defeituoso e em curto. Se os aparelhos de medição indicarem isolação nos dois caminhos, ele também está defeituoso e em aberto.

Usos

O fenômeno da condutividade em um só sentido é aproveitado como um chaveamento da corrente elétrica para a retificação de sinais senoidais, portanto, este é o efeito diodo semicondutor tão usado na eletrônica, pois permite que a corrente flua entre seus terminais apenas numa direção. Esta propriedade é utilizada em grande número de circuitos eletrônicos e nos retificadores.
Os retificadores são circuitos elétricos que convertem a tensão CA (AC) em tensão CC (DC). CA vem de Corrente alternada, significa que os elétrons circulam em dois sentidos, CC (DC), Corrente contínua, isto é circula num só sentido.
A certa altura o potencial U , formado a partir da junção n e p não deixa os eletrons e lacunas movimentarem-se, este processo dá-se devida assimetria de cargas existente.

Tipos de diodos semicondutores

Os diodos são projetados para assumir diferentes características: diodos retificadores são capazes de conduzir altas correntes elétricas em baixa freqüência, diodos de sinal caracterizam-se por retificar sinais de alta freqüência, diodos de chaveamento são indicados na condução de altas correntes em circuitos chaveados.

2 de outubro de 2009

OSPF - Múltiplas Áreas

OSPF Múltiplas áreas

O segredo do OSPF Múltiplas áreas está no roteamento hierárquico, mas o que vem a ser este tipo de roteamento?

Antes de explicarmos criemos um cenário:

Imaginem uma área OSPF com 300 redes interligadas, agora pensem na quantidade de cálculos e recálculos para as tabelas de roteamento quando houvesse alterações na rede, imaginaram? Pois é pessoal, a CPU dos roteadores envolvidos iriam entrar em colapso nervoso; uma outra problemática seria a tabela de link state, seria enorme, cada roteador teria que ter informação sobre cada uma das 300 redes, ufa que sufoco!!!
Mas nem tudo está perdido, o OSPF pode dividir uma rede como está em áreas menores ai é que entra o roteamento hierárquico, ou seja, separar uma grande rede em áreas pequenas.

Vamos aprender agora sobre os tipos de roteadores envolvidos numa rede com múltiplas áreas:

                   

Está representação acima nos dá uma idéia da disposição dos roteadores envolvidos numa rede com múltiplas áreas, então vejamos cada um deles:

O roteador interno, como o próprio nome já diz, está preocupado apenas com sua área, por este motivo, o tipo de LSA (Link-State Advertisements) é 1, sendo assim os anúncios ocorrem apenas na área determinada.

O roteador ABR (Area Border Router) está interligado em duas áreas diferentes sendo que uma delas é a de backbone, ou como queiram, a área 0, este roteador envia as atualizações resumidas das sub-redes dentro da área interna enviando para a área de backbone*, e é na área de fronteira que deve ser feita a sumarização,  este é o lugar onde o LSAs tipos 3 fazem uso das atualizações de roteamento reduzidas para minimizar a sobrecarga na tabela de roteamento em ambas as redes.

O roteador ASBR (Autonomous System Boundary Router) tem uma perninha fora da rede OSPF e, portanto, em outro AS (Sistema Autônomo), usa o tipo 5 de LSA que descreve as rotas para outros Sistemas Autônomos.

Bom pessoal existem outros tipos de LSA (2,4,6 e 7) mas não iremos tratar sobre estes pelo menos por agora, mas continuemos...

Vamos entender agora como os roteadores montam sua tabela de roteamento, vale lembrar que essa informação é um overview, porque a forma é muito mais complexa:

Dentro das áreas internas vocês já sabem, já foi explicado na postagem OSPF;
Em seguida o ABR vê o resultado das áreas internas e gera o LSA de resumo;
Os LSA de resumo são distribuídos para os outros ABR;
Quando os roteadores ABR e ASBR recebem os LSA resumidos, ele inclui em sua base de dados e faz o flood para sua rede local.

Macete: Para reduzir a quantidade de números das rotas mantidas pelos roteadores insternos, você pode definir a área como uma rede que não aceita informações sobre rotas externas do OSPF, agora se eles precisarem rotear para fora, eles podem usar uma rota default.

Então, com tudo isso, vejam que se tiver um problema, do tipo interface que fica o tempo todo up e down isso não será reportado para todas as áreas interligadas, mas ficará por ali mesmo, na área interna, olha que beleza!!!


* A área de backbone é onde todas as outras áreas deverão se conectar para trocar informações, porém, como para tudo tem um jeito, é possível ter uma nova rede que na esteja “fisicamente” conectada a área 0, através de um enlace virtual, explicaremos mais tarde sobre este tipo de enlace.


Bom pessoal por hoje é só, amanhã virei com mais informações, e não se esqueçam, quando terminarmos a parte teórica, que acredito terminas amanhã, iremos fazer uma prática usando o GNS3 numa rede OSPF múltiplas áreas.


30 de setembro de 2009

GNS3 - Configuração Básica

28 de setembro de 2009

Indutor






Na passagem da corrente elétrica sobre um condutor é gerado um campo eletromagnético, este muitas vezes é um vilão pois pode interferir diretamente no sinal de outro condutor que esteja próximo dele, mesmo que seja um fio reto como num caso de um cabo FLAT do HD, sim, porque este campo pode ser induzido a outro condutor gerando assim ruído no sinal, ai é que aparece a tão famosa diafonia, para resolver este problema a técnica chamada de cancelamento é utilizada, ou seja, a passagem de corrente (I) em um fio gera linhas de força eletromagnética fato que se tiver outro fio no mesmo circuito eles terão correntes em sentidos opostos, gerando campos eletromagnéticos opostos que se cancelam e anulam.

Vejam, no entanto, que se pegarmos um fio e o colocarmos em forma de espiral teremos ai uma bobina, este componente elétrico se comporta de forma bem peculiar, pois quando o sentido da corrente muda o campo magnético gerado cria uma resistência à sua passagem, legal isso, né??? rs

Unidade de medida da bobina: Henry
Letra que simboliza : L
Agora vem as perguntas; mas para que esta informação é útil? Pois bem, nas fontes de alimentação do seu computador têm bobinas e uma peça chamada transformador, este usa os princípios falados até agora para realizar um importante trabalho: o de abaixar o valor da tensão de 127VAC (tensão da sua residência) para 5, 12, 24 Volts necessários para o seu computador, mas como se dá isso?

Transformador






O transformador é um dispositivo eletromagnético constituído por duas bobinas acopladas através de um núcleo magnético de elevada permeabilidade magnética. O princípio de funcionamento do transformador baseia-se no fenômeno da indução eletromagnética, e em particular da indução electromagnética mútua entre bobinas. A principal função de um transformador é elevar ou reduzir as amplitudes da tensão ou da corrente entre as bobinas do primário e do secundário.



Bom pessoal como a idéia aqui é dar uma informação suficiente para o entendimento de um conhecimento maior, que é o da fonte chaveada, não vamos entrar na parte de cálculos muito menos sobre reatância indutiva e circuitos RL ou LC.

26 de setembro de 2009

OSPF - Frame Relay NBMA

Bom pessoal por motivos particulares não deu pra fazer a vídeo-aula do dynamips, mas, como estou devendo a vocês um modelo de uma rede OSPF sobre um Frame-Relay Multipoint, aproveitei esta noite pra configurar uma rede e mostrar a você o script e algumas informações interessantes.

Postarei scripts de configuração sobre este assunto importante.

Obs.: Todos os roteadores são Cisco 7200







SW_FR
hostname SW_FR
!
ip subnet-zero
!
frame-relay switching
!
interface Serial1/0
no ip address
encapsulation frame-relay
serial restart-delay 0
frame-relay intf-type dce
frame-relay route 203 interface Serial1/1 302
frame-relay route 204 interface Serial1/2 402
!
interface Serial1/1
no ip address
encapsulation frame-relay
serial restart-delay 0
frame-relay intf-type dce
frame-relay route 302 interface Serial1/0 203
frame-relay route 304 interface Serial1/2 403
!
interface Serial1/2
no ip address
encapsulation frame-relay
serial restart-delay 0
frame-relay intf-type dce
frame-relay route 402 interface Serial1/0 204
frame-relay route 403 interface Serial1/1 304



R2
hostname R2
!
no logging console
!
ip subnet-zero
!
!
!
interface Serial1/0.200 multipoint
ip address 192.168.0.2 255.255.255.0
frame-relay map ip 192.168.0.3 203 broadcast
frame-relay map ip 192.168.0.4 204 broadcast
!
interface Serial1/1
ip address 192.168.2.1 255.255.255.0
serial restart-delay 0
!

router ospf 200
log-adjacency-changes
network 192.168.0.0 0.0.0.255 area 0
network 192.168.2.0 0.0.0.255 area 0
neighbor 192.168.0.4
neighbor 192.168.0.3
!
ip classless


R2#sh ip ospf nei
R2#sh ip ospf neighbor

Neighbor ID Pri State Dead Time Address Interface
192.168.2.2 0 FULL/ - 00:00:31 192.168.2.2 Serial1/1
172.16.0.1 1 FULL/DR 00:01:47 192.168.0.4 Serial1/0.200
192.168.3.1 1 FULL/BDR 00:01:30 192.168.0.3 Serial1/0.200
R2#

Percebam que o DR é o vizinho com o ID 172.16.0.1

Repare também que ele tá pingando pra todo mundo.

R2#ping 255.255.255.255

Type escape sequence to abort.
Sending 5, 100-byte ICMP Echos to 255.255.255.255, timeout is 2 seconds:

Reply to request 0 from 192.168.2.2, 92 ms
Reply to request 0 from 192.168.0.4, 364 ms
Reply to request 0 from 192.168.0.3, 364 ms
Reply to request 1 from 192.168.2.2, 56 ms
Reply to request 1 from 192.168.0.3, 352 ms
Reply to request 1 from 192.168.0.4, 244 ms
Reply to request 2 from 192.168.2.2, 100 ms
Reply to request 2 from 192.168.0.3, 364 ms
Reply to request 2 from 192.168.0.4, 308 ms
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Reply to request 3 from 192.168.0.3, 408 ms
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Vejam a tabela de roteamento.

R2#sh ip route
Codes: C - connected, S - static, O - OSPF, IA - OSPF inter area

Gateway of last resort is not set

172.16.0.0/32 is subnetted, 1 subnets
O 172.16.0.1 [110/65] via 192.168.0.4, 00:23:53, Serial1/0.200
O192.168.4.0/24 [110/128] via 192.168.0.4, 00:23:53, Serial1/0.200
C192.168.0.0/24 is directly connected, Serial1/0.200
C192.168.2.0/24 is directly connected, Serial1/1
O192.168.3.0/24 [110/128] via 192.168.0.3, 00:23:53, Serial1/0.200



R3

hostname R3
!
no logging console
!
ip subnet-zero
!
!
!
interface Serial1/0.300 multipoint
ip address 192.168.0.3 255.255.255.0
frame-relay map ip 192.168.0.2 302 broadcast
frame-relay map ip 192.168.0.4 304 broadcast
!
interface Serial1/1
ip address 192.168.3.1 255.255.255.0
serial restart-delay 0
!
!
router ospf 300
log-adjacency-changes
network 192.168.0.0 0.0.0.255 area 0
network 192.168.3.0 0.0.0.255 area 0
neighbor 192.168.0.2
neighbor 192.168.0.4
!
ip classless



R4
hostname R4
!
ip subnet-zero
!
!
!
interface Loopback0
ip address 172.16.0.1 255.255.0.0
!
!
interface Serial1/0
no ip address
encapsulation frame-relay
serial restart-delay 0
!
interface Serial1/0.400 multipoint
ip address 192.168.0.4 255.255.255.0
frame-relay map ip 192.168.0.2 402 broadcast
frame-relay map ip 192.168.0.3 403 broadcast
!
interface Serial1/1
ip address 192.168.4.1 255.255.255.0
serial restart-delay 0
!
router ospf 400
log-adjacency-changes
network 192.168.0.0 0.0.0.255 area 0
network 192.168.4.0 0.0.0.255 area 0
neighbor 192.168.0.2
neighbor 192.168.0.3
!
ip classless



R5
hostname R5
!
ip subnet-zero
!
!
!
interface Serial1/0
ip address 192.168.2.2 255.255.255.0
serial restart-delay 0
!
router ospf 500
log-adjacency-changes
network 192.168.2.0 0.0.0.255 area 0
!
ip classless



R6

hostname R6
!
ip subnet-zero
!
interface Serial1/0
ip address 192.168.3.2 255.255.255.0
serial restart-delay 0
!
!
router ospf 600
log-adjacency-changes
network 192.168.3.0 0.0.0.255 area 0
!
ip classless




R7

hostname R7
!
!
ip subnet-zero
!
!
interface Serial1/0
ip address 192.168.4.2 255.255.255.0
serial restart-delay 0
!
!
!
router ospf 700
log-adjacency-changes
network 192.168.4.0 0.0.0.255 area 0
!
ip classless

25 de setembro de 2009

Dynagen

Galera demorei mas vim com novidades, descobri um emulador muito massa o "Dynagen" ele é melhor do que qualquer simulador, até mesmo melhor do que o Packet Tracer, isto se dá, porque ele, como já disse anteriormente é um EMULADOR, ou seja, usa o IOS real da cisco para as suas configurações. A partir de agora usarei apenas o Dynagen nos meu laboratórios, vou conseguir uns IOS para puder começar a trabalhar com ele, um detalhe interessante é que vc pode inclusive usar seu computador como um roteador, basta apenas emular usando a sua placa de rede.
O pessoal Master Blass que estão se preparando para a prova prática do CCIE tem usado este emulador e elogiado bastante, daí vocês podem perceber como é legal este programa.

Passo-a-Passo de instalação:

1 - Baixa o programa do dynagen http://dynagen.org/.
2 -  Se você estiver usando a versão do windows, favor baixar e instalar a biblioteca do wincaphttp://www.winpcap.org/ baixa por aqui mesmo.
3 - Depois que instalar os dois programinhas, baixar a imagem do IOS (1700/2600/3600/3700/7200) e instalar no diretório "imagens".

Bom deixo abaixo o link do site oficial, vai ser muito util, acreditem para continuar com a configuração, asseguro a vocês que é bem simples.

http://dynagen.org/tutorial.htm

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